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Uma das mais notáveis realizações de Vitor Ramil talvez seja o fato de ser possível relacionar, de modo conceitual, uma obra sua às demais. Vê-se agora, por exemplo, em seu mais recente registro em CD intitulado délibáb (e acompanhado da novidade de um DVD documental), a mobilização de questões conhecidas do público: a milonga vertida nas obras de Jorge Luis Borges e João da Cunha Vargas, o excerto do livro Satolep epigrafando o conjunto, a emblemática unidade visual do encarte que serve de roupagem às canções (preto e branco, cidade e campo, zainos e arranha-céus, binômios, enfim, de um Sul potenciado em sua mítica).
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Wander Wildner fez show nesta terça-feira, 15, em Porto Alegre no Zelig Bar. Cantou, entoou e falou suas canções punk-bregas para um público pequeno. Entre uma e outra canção, convida Arthur de Faria e Jimi Joe para uma participação impagável e diz coisas, de um lugar da canção popular, que merecem destaque pelo improvável da cena: "yo hablo el español", "yo soy latinoamericano", "me gusta el Machu Picchu", entre outras.
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por Luís Augusto Fischer
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por Michael Viana Peixoto
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